Algumas Metas: plantar uma árvore, escrever um livro e dar cria!
Tirando a parte da árvore, as outras duas ficam mais pra frente, enquanto isso vou escrevendo no virtual mesmo.
Me meto a fazer de tudo, de tudo não sai direito, mas ao menos sai tentado!
(Êee compadre meu Quelemén você botou minha gramática livre, frouxa, minha expressão na exatidão dos sentimentos, traduzidos em letras...obrigada!)
Ler Guimarães Rosa me tocou no primeiro conto, "A menina de lá", li obrigada no Colégio por causa do maldito vestibular, mas o conto me pegou pelo fígado, ficou dentro de mim e não saiu mais!
Daí pra frente ele se tornou meu escritor favorito, quero dizer, na verdade muito mais que isso, ele se tornou a pessoa mais sábia que eu pude "conhecer", de uma "sabiedade" verdadeira, profunda e antiga...
O mistério que envolve os seus escritos é feito da mesma matéria que envolve a sua vida e sua morte.
Guimarães aprendeu francês sozinho e era fluente com sete anos de idade, foi médico, diplomata, e"previu" a sua própria morte, sabia que morreria quando tomasse posse na Academia Brasileira de Letras, por isso adiou a posse por quatro anos, e quando finalmente a tomou, morreu três dias depois!
Estou lendo Grande Sertão Veredas e é sem sombra de dúvidas o melhor livro que já li na vida! Como não tenho muito tempo livre, estou demorando muito pra terminar e a cada segundo longe das páginas é um sofrimento, fico imaginando o que vai acontecer com a jagunçagem toda, com Diadorim, ahhh Diadorim, minha neblina também, com Riobaldo...é como se a estória estivesse acontecendo dentro do livro à revelia da minha leitura, e eu tenho que voltar a ler logo antes que algum acontecimento escape das minhas vistas, quero saber cada detalhe, cada suspiro dos personagens!!
A estória me lembra aquelas das novelas da globo da minha infância, de gente pendurada de ponta cabeça em pé de jequitiba, de pacto com diabo e velhos do rio, de mulher que vira onça feito marruá!
Anoto cada frase que me encanta, e acontece, diferentemente de outros autores, a cada página que leio!
"Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar"
Carlos Drummond de Andrade
"Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares assombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, querendo me contar coisas que a idéia da gente não dá pra se entender"
(na foto acima, Bruna Lombardi, como o jagunço Diadorim)

Que lindo isso
ResponderExcluirVocê entrou nas páginas... e levou quem leu junto isso é demais!